Ainda não foi dessa vez. A companhia de silos e soluções para armazenagem Kepler Weber anunciou que estendeu até o próximo dia 27 de fevereiro a negociação com a americana GPT, dona da GSI, que poderá levar à fusão das duas empresas.

A informação consta em fato relevante divulgado no início da manhã desta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O prazo anterior para o encerramento das negociações havia se encerrado no último dia 15 de fevereiro. Em dezembro, a Kepler já tinha anunciado uma prorrogação na data-limite para o fechamento do deal, passando de 15 de janeiro para 15 de fevereiro.

A companhia gaúcha anunciou ao mercado em novembro que recebeu uma proposta não vinculante da GPT para aquisição de seu controle e que iria analisá-la durante 90 dias.

Segundo a companhia, a proposta prevê uma operação de incorporação de ações, na qual a totalidade dos papéis ordinários da Kepler seria incorporada por uma empresa controlada pela GPT Brasil, a MergerSub.

Como contrapartida, os acionistas poderiam optar entre duas alternativas: receber R$ 11 por ação em dinheiro ou uma combinação de ações da GPT Brasil – 0,4662 ação por papel – mais um pagamento em caixa de R$ 8,01 por ação.

Caso a transação avance nesse formato e seja aprovada, a Kepler Weber se tornaria uma subsidiária da MergerSub e deixaria o Novo Mercado da B3. Após o fechamento, a GPT ainda poderia optar pela conversão do registro da companhia na CVM para a categoria B ou até pelo cancelamento do registro de companhia aberta.

Na prática, a operação poderá criar uma gigante do setor de armazenagem no Brasil, somando a liderança de mercado da Kepler no Brasil, com força também na América Latina, à presença global da GPT, que atua em mais de 70 países com diferentes marcas.

O namoro entre as duas empresas, porém, tem sido criticado por investidores minoritários, que veem desvantagens na relação de troca das ações e em negociações diretas que estariam sendo feitas entre a GPT e os principais acionistas da Kepler, a gestora Trígono Capital e a família Heller, que detém 26,9% do capital da empresa.

Resumo

  • A Kepler Weber prorrogou negociações para eventual fusão com a americana GPT até 27 de fevereiro, segundo fato relevante enviado à CVM
  • É a segunda extensão do prazo, que antes havia sido adiado de 15 de janeiro para 15 de fevereiro
  • Se o negócio entre as duas empresas sair do papel, poderá criar um gigante em seu setor, unindo forças da Kepler Weber no Brasil e da GPT no resto do mundo