Depois de reforçar o caixa com R$ 10 bilhões por meio de um aumento de capital realizado no ano passado, a Cosan, controladora de gigantes como Raízen, Rumo Logística, Compass, Moove e Radar, está acelerando seu processo de desalavancagem.
A companhia informou ao mercado nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, que está resgatando dois bonds com vencimentos em 2030 e 2031. Os montantes são de US$ 269,33 milhões e US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente, pela cotação atual da moeda americana frente ao real.
Segundo o comunicado, arquivado pela Cosan na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essa é mais uma etapa do "processo de gestão de passivos com foco na redução do endividamento e do custo financeiro, bem como no aprimoramento da sua estrutura de capital".
O grupo do empresário Rubens Ometto informou que até agora a Cosan já fez o repagamento de R$ 6,2 bilhões em dívidas. Só nas última semanas a companhia anunciou o resgate de mais de R$ 400 milhões em séries de debêntures que venciam em 2029.
Além disso, também fez um call antecipado de outras notes negociadas lá fora com vencimento para o mesmo período. O montante era de US$ 504 milhões, cerca de R$ 2,65 bilhões, também pela cotação atual.
No último balanço divulgado pela empresa - referente ao terceiro trimestre de 2025 -, a dívida líquida atingiu R$ 18,1 bilhões, um recuo de 16% em um ano mas levemente acima do visto no segundo trimestre. A alavancagem da empresa estava em 3,7 vezes o Ebitda, mostrando avanço tanto na comparação anual quanto na sequencial trimestre a trimestre.
O aumento de capital, ancorado pelo BTG e pela gestora Perfin, foi realizado em novembro e deve ser incorporado aos resultados da empresa no próximo balanço, que será divulgado no dia 12 de fevereiro.
Resumo
- Cosan resgata dois bonds no exterior, com vencimentos em 2030 e 2031, somando cerca de US$ 570 milhões (quase R$ 3 bilhões), como parte da estratégia de gestão ativa do passivo
- Resgates antecipados já somam R$ 6,2 bilhões e incluem debêntures no Brasil
- Movimento antecede incorporação do aumento de capital, feito em novembro e ancorado por BTG e Perfin e que trouxe R$ 10 bi à empresa