Pioneira no País e maior produtora de etanol de milho do Mato Grosso, a FS está novamente em expansão. A empresa está em busca de R$ 500 milhões (ou R$ 750 milhões caso haja demanda pelo lote adicional) em debêntures para ampliar sua produção do biocombustível.

De acordo com o aviso ao mercado publicado nesta semana, a empresa utilizará os recursos captados com investidores para trazer uma capacidade adicional de 1,6 bilhão de litros de etanol anuais.

Hoje, a FS opera em três usinas no Mato Grosso: Lucas do Rio Verde (que produz 633 milhões de litros anuais), Sorriso (880 milhões de litros) e Primavera do Leste (585 milhões de litros por ano).

Em 2025, a empresa anunciou que investirá R$ 2 bilhões em uma usina em Campo Novo dos Parecis, também no estado. A capacidade produtiva prevista para a nova unidade é de 540 milhões de litros de etanol e 350 mil toneladas de DDG por ano.

Somando as unidades em produção e esse projeto anunciado, a FS consegue produzir hoje mais de 2,5 bilhões de litros do biocombustível por ano, sendo que a empresa tem como meta atingir 5 bilhões de capacidade nos próximos anos.

A empresa ainda conta com terrenos para erguer duas novas unidades, uma em Nova Mutum e outra em Querência.

A captação de recursos ocorre após a FS ver sua alavancagem subir com preços do milho mais altos há dois anos. Depois de segurar investimentos, recalculou a rota e voltou a apresentar margens mais saudáveis em seus balanços mais recentes.

No último trimestre divulgado, referente ao período entre julho e setembro do ano passado (segundo trimestre do ano safra 2025/2026), o faturamento da empresa chegou a R$ 3,6 bilhões, uma alta de 29,1% em um ano.

O lucro líquido atingiu R$ 456 milhões, avanço de mais de 50% em um ano, com uma margem líquida de 13,2%.

A alavancagem encerrou setembro de 2025 em 2,27 vezes, levando em consideração a relação entre a dívida líquida de R$ 8,4 bilhões e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) dos últimos doze meses de R$ 3,14 bilhões. Há um ano, a relação estava em 4,91 vezes.

Passada a protocolização da oferta das debêntures na CVM, a empresa passará um mês no processo de bookbuilding, onde recebe as demandas dos investidores e define as taxas de remuneração.

A expectativa é iniciar a distribuição em março, e encerrar a oferta em até 180 dias. O Santander é o coordenador líder da oferta, que ainda conta com a XP e o BTG como outros coordenadores.

Resumo

  • A FS busca levantar até R$ 750 milhões em debêntures para adicionar 1,6 bilhão de litros à sua capacidade anual e avançar no plano de chegar a 5 bilhões de litros nos próximos anos.
  • A oferta vem após forte redução da alavancagem — de 4,91 para 2,27 vezes em um ano — e um salto de 50% no lucro líquido