Às vésperas do início da cisão da Corteva em duas empresas independentes – a Vylor, focada em sementes e genética avançada, e a nova Corteva, dedicada à proteção de cultivos e outros negócios –, a companhia americana anunciou nesta terça-feira, 8 de setembro, os nomes que estarão à frente das operações das duas empresas no Brasil e na América Latina. Todos são brasileiros e já atuavam na corporação, que deve se dividir a partir do próximo dia 1º de outubro.

Na Vylor, Roberto Hun será o presidente para a América Latina, enquanto William Weber comandará as operações no Brasil e no Paraguai.

Executivo vindo da DuPont, uma das empresas que deu origem à atual Corteva, Hun atualmente lidera a companhia nas regiões do Cone Sul e MesoAndina. Desde a criação da companhia, em 2019, ocupou diferentes posições estratégicas, incluindo a liderança da unidade comercial para Brasil e Paraguai.

Em sua nova função, segundo a Corteva, Hun será responsável pela estratégia comercial da Vylor em toda a América Latina, região que deverá desempenhar “papel central” no crescimento futuro da companhia, afirmou a empresa em nota

Weber, por sua vez, estava na posição de líder comercial da Área Norte da operação brasileira da Corteva para assumir o comando da Vylor no Brasil e no Paraguai.

Com mais de 20 anos de experiência no agronegócio – sendo quase 15 anos na concorrente Syngenta – Weber está há três anos na Corteva.

"[O executivo] construiu um histórico consistente em posições de liderança em vendas e marketing, trazendo amplo conhecimento sobre as necessidades dos agricultores e as dinâmicas de mercado para sua nova função", diz a Corteva.

Para a nova Corteva, que concentrará os negócios de proteção de cultivos, os escolhidos também são brasileiros. Felipe Daltro será o presidente para a América Latina, enquanto Tiago Gontijo ficará responsável pelas operações no Brasil e no Paraguai.

Daltro ocupa atualmente o cargo de diretor de Marketing e Eficácia Comercial da Corteva para Brasil e Paraguai.

O executivo ocupou diferentes posições na Dow AgroSciences, uma das empresas que deu origem à Corteva, e desde a formação da atual companhia, em 2019, passou por posições de liderança nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, vendas e gestão de projetos, tanto no Brasil quanto na América Latina.

Na nova estrutura, será responsável pela estratégia comercial da Corteva em toda a região e terá entre suas atribuições contribuir para os planos de crescimento da companhia após a separação, afirma a companhia.

Já Gontijo atua atualmente na operação americana da Corteva, como líder de área para Missouri e leste do Kansas. Antes de ingressar na companhia, ocupou posições de liderança na Stoller, empresa da área de biológicos que foi adquirida pela Corteva em 2023.

A experiência na Stoller, segundo a Corteva, ampliou seu conhecimento em soluções biológicas e em sua aplicação para o aumento da produtividade agrícola.

"Sua experiência em proteção de cultivos e biológicos apoiará o foco contínuo da Corteva em entregar soluções diferenciadas aos agricultores do Brasil e do Paraguai", afirmou a Corteva.

O anúncio das novas lideranças ocorre em meio a uma série de movimentos da Vylor para estruturar a empresa que nascerá da separação e acelerar sua agenda de inovação.

Na semana passada, a companhia anunciou a criação da Vylor Edge, uma plataforma de investimentos voltada ao desenvolvimento de tecnologias avançadas por meio de aportes em agtechs. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla que coloca a inovação como uma das principais alavancas de crescimento da futura empresa.

Também na semana passada, a Vylor projetou alcançar US$ 2 bilhões em receita até 2035 com seu portfólio de milho, apoiado pelo lançamento de sete novas plataformas tecnológicas proprietárias.

Resumo

  • Roberto Hun e Willian Weber comandarão a Vylor na América Latina e no Brasil, respectivamente, após a cisão da Corteva
  • Felipe Daltro e Tiago Gontijo estarão à frente da nova Corteva; Daltro à frente da operação latina e Gontijo com foco no Brasil e Paraguai
  • Cisão passa a valer a partir do próximo dia 1º de outubro