Um dos maiores conglomerados brasileiros no processamento de soja e na produção de biodiesel, o grupo gaúcho Olfar anunciou nesta quarta-feira,m 4 de fevereiro, a aquisição de duas unidades de recebimento de grãos até então pertencentes à Cotribá, cooperativa com sede em Ibirubá (RS) e que atravessa uma grave crise financeira.
As duas plantas ficam localizadas nos municípios de Cachoeira do Sul e Arroio Grande, também no Rio Grande do Sul (RS). A operação, segundo informa a companhia controlada pela família Weschenfelder, faz parte de uma estratégia de crescimento, com foco no fortalecimento da originação de grãos, seja para processamento em suas indústrias – o Olfar possui três plantas de produção de biodiesel no País – , seja para a comercialização.
Com elas, a empresa, que tem sede em Erechim (RS), passa a contar com 33 postos de recebimento de grãos, sendo um deles em Goiás.
Os valores da transação não foram divulgados, assim como a capacidade das unidades negociadas. Além da aquisição, o acordo com a Cotribá engloba uma parceria comercial que amplia ainda mais a capilaridade das operações do grupo.
As duas partes firmaram um contrato de prestação de serviços, que estabelece que outras 31 unidades da cooperativa poderão ser usadas pelo Olfar como postos de originação de grãos.
Nessas unidades, a Cotribá efetuará o recebimento, a classificação, a padronização e a armazenagem dos grãos.
“Na prática, o produtor passa a contar com a opção de entrega, podendo comercializar sua soja diretamente com a Olfar, nas unidades da cooperativa”, diz o comunicado do grupo.
Segundo a companhia, “a parceria fortalece o mercado regional, mantém as unidades em plena operação e amplia a capacidade de recebimento de grãos, oferecendo mais estrutura, agilidade e alternativas de comercialização”.
Com essa estratégia combinada de aquisição de unidades próprias e parceria comercial de longo prazo com a Cotribá, o Grupo Olfar consolida sua presença em regiões estratégicas do Rio Grande do Sul, amplia sua capacidade de originação e fortalece o relacionamento com o produtor.
Criado há 37 anos, o Olfar firmou-se como um dos maiores do País na produção de biodiesel e, ao longo das décadas, foi incorporando novos negócios, dentro de um modelo verticalizado de atuação.
Assim, passou a fazer a originação dos grãos que processa em suas agroindústrias e, a partir do relacionamento com mais de 10 mil produtores, incorporou serviços de venda de insumos e assistência técnica.
Em janeiro do ano passado, o grupo incorporou 18 revendas de insumos que pertenciam à Synap, holding que controla a rede de distribuição de insumos da Syngenta.
Essa lojas, que antes possuíam as bandeiras Atua Agro (no Rio Grande do Sul) e Agrocerrado (em Goiás), passaram a operar como Olfar Agro.
Resumo
- O Grupo Olfar adquiriu duas unidades da Cotribá no RS, ampliando sua capacidade de recebimento de grãos no estado
- Além da compra, firmou contrato de prestação de serviços para usar outras 31 unidades da cooperativa como pontos de originação
- A estratégia amplia a capilaridade, fortalece a relação com produtores e reforça a atuação verticalizada do grupo