Quando um consumidor coloca uma fruta no carrinho do supermercado, dificilmente pensa em toda a cadeia envolvida até aquele alimento chegar à loja: a produção no campo, os controles realizados ao longo do processo e as práticas adotadas para garantir qualidade, segurança e rastreabilidade.
Durante muito tempo, o varejo foi visto apenas como o elo final da cadeia, responsável por receber os produtos e disponibilizá-los ao consumidor. Atualmente, alguns varejistas passaram a assumir um papel mais ativo na conexão entre campo e consumidor, buscando ampliar a rastreabilidade, transparência e confiança nos alimentos.
É nessa visão que o Grupo Carrefour Brasil se posiciona, entendendo que o varejo também pode contribuir para a evolução contínua das cadeias produtivas e para escolhas mais conscientes por parte do consumidor.
“Estamos presentes em todos os estados brasileiros, com alguns modelos de lojas disponibilizando mais mais de 30 mil variações de produtos no ponto de venda”, afirma Júlia Carlini, gerente de Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil.
“Por estarmos próximos tanto do consumidor quanto da cadeia produtiva, entendemos que também podemos contribuir para fortalecer qualidade, rastreabilidade e boas práticas no setor”.
Com atuação nacional e mais de 60 milhões de clientes atendidos mensalmente, o Grupo Carrefour Brasil entende que sua responsabilidade vai além da comercialização dos produtos. A companhia atua próxima aos fornecedores para fortalecer padrões de qualidade, rastreabilidade e conformidade ao longo da cadeia produtiva, apoiando a evolução contínua das práticas agrícolas.
Essa atuação inclui iniciativas voltadas ao monitoramento da qualidade dos alimentos frescos. O Grupo Carrefour Brasil foi um dos primeiros varejistas a aderir ao RAMA (Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos), iniciativa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) voltada ao acompanhamento da conformidade sanitária de frutas, legumes e verduras.
Desde 2014, o Grupo utiliza os parâmetros do programa para acompanhar fornecedores e reforçar os critérios de qualidade dos produtos comercializados. As análises são realizadas em centros de distribuição e lojas, com apoio de empresas especializadas e laboratórios credenciados.
Em 2025, foram realizadas mais de 850 análises envolvendo aproximadamente 250 fornecedores em todos os estados brasileiros.
“Nosso foco é contribuir para que os produtos atendam aos padrões de qualidade e segurança definidos pela legislação sanitária, fortalecendo a confiança do consumidor e apoiando a evolução contínua da cadeia”, explica Júlia.
Quando há necessidade de adequação, os fornecedores passam por um processo de orientação e plano de ação antes da retomada do fornecimento. A companhia também promove iniciativas de capacitação junto aos produtores, com foco em boas práticas agrícolas, conformidade regulatória e gestão da produção.
“Pequenos produtores muitas vezes enfrentam desafios relacionados à gestão, exigências regulatórias e atualização técnica. Por isso, buscamos atuar também como parceiros no desenvolvimento desses fornecedores”, afirma Júlia.
Essa lógica também está presente no Clube do Produtor, programa voltado a pequenos fornecedores regionais de frutas, verduras, queijos artesanais e outros produtos locais. A iniciativa facilita o acesso ao varejo por meio de condições comerciais diferenciadas e ações de capacitação em temas como gestão do negócio, marketing digital e segurança operacional.
Criado no Rio Grande do Sul e ampliado pelo Grupo Carrefour Brasil após a incorporação do Big, o programa esteve presente em 12 estados em 2025.
Além do acompanhamento da cadeia de alimentos frescos, o Grupo Carrefour Brasil também monitora a evolução de produtos com certificações socioambientais, como orgânicos, pescado de origem sustentável e itens com certificação FSC, relacionada à origem responsável de produtos derivados de madeira e celulose.
Em 2025, as vendas de produtos certificados somaram R$ 2,2 bilhões. No mesmo período, 99% do pescado de marca própria possuía certificação sustentável e 85% dos produtos de papel e derivados de madeira de marca própria seguiam o padrão FSC.
A agenda de rastreabilidade também avança em cadeias mais complexas, como a da carne bovina. Nesse caso, o foco está em ampliar a visibilidade da cadeia produtiva por meio de ferramentas de geomonitoramento e análise socioambiental de fornecedores, contribuindo para o acompanhamento de critérios definidos nos protocolos internos da companhia.
Mais do que comercializar alimentos, o varejo passa a atuar como elo entre produção e consumo, contribuindo para ampliar transparência, confiança e evolução contínua ao longo da cadeia alimentar brasileira.