“Onde tem cultura que precisa de muda, tem demanda”. É assim, de forma bem sucinta, que Anderson Schaefer, CEO da Carolina Soil, define o mercado de substratos de alta qualidade, no qual atua a empresa que dirige.

Assim, o segmento anda de mãos dadas com grandes culturas em franca expansão no País, como as de florestas, café, hortifrutis, tabaco e flores.

E, juntamente com elas, tem crescido a passos largos. No ano passado foram 22,8%, levando o faturamento do setor a R$ 517,2 milhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 27 de maio, pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo).

A Carolina Soil é líder nesse mercado, mas não está acomodada nessa posição. No primeiro trimestre de 2027, a companhia espera inaugurar uma nova unidade de produção no município paulista de Pardinho, fruto do maior investimento de seus 25 anos de história: mais de R$ 100 milhões, segundo Schaefer.

A nova planta deve duplicar a produção da empresa, que não revela receita nem volumes comercializados. E deve também colocá-la em um novo patamar tecnológico.

“Será uma planta com equipamentos de última geração no mundo, totalmente automatizada”, afirma o executivo, que também é sócio da empresa, controlada, desde 2021, pelo grupo dinamarquês Pindstrup, uma das principais players globais em solições premium para substratos.

Hoje, segundo Schaefer, grande parte da operação ainda é manual. A empresa também mantém uma fábrica no município sede da empresa, Santa Cruz do Sul (RS).

“É um investimento para transformar o futuro do mercado de substratos no Brasil”, diz. “E isso exige muito mais que volume”.

Assim, a automação na produção, além da maior escala, trará à empresa maior eficiência operacional e sustentabilidade integrada ao processo industrial.

Entre as principais exigências do mercado de substratos está a garantia de um material livre de contaminantes biológicos, sementes invasoras e impurezas, além de estabilidade físico-química e padronização no processo produtivo. “São fatores, que, de acordo com Schaefer, são fundamentais para assegurar uniformidade, alta performance agronômica e previsibilidade de resultados ao produtor e aos demais usuários do setor”.

Em contrapartida, a mão-de-obra para atuar na nova planta precisa ser mais qualificada. Esse é um dos desafios que a empresa tem nos próximos meses, enquanto as obras progridem em Pardinho.

“O futuro do setor passa por equipes mais qualificadas, operações mais eficientes, processos mais inteligentes, menor impacto ambiental e maior produtividade por área cultivada. É exatamente nessa direção que estamos investindo”, diz o CEO.

Anderson Schaefer, CEO da Carolina Soil