Troca de comando na paulista Ourofino Agrociência. A empresa informou que, a partir desta segunda-feira, 1º de junho, o cargo de CEO será ocupado por Alessandro Flamini, que atuava como vice-presidente na empresa desde 2023.
Ele substitui Marcelo Abdo, que ocupava o posto executivo máximo desde 2021. Segundo a empresa, a troca faz parte de um processo planejado de sucessão e Abdo agora atuará como conselheiro e diretor institucional.
Nessa função, ficará responsável por representar a empresa junto a órgãos governamentais e "demais entidades ligadas ao setor agro", disse a Ourofino, em nota.
O novo comandante já está na Ourofino desde 2011, quando entrou para atuar como gerente de crédito e cobrança - mesma função que atuava na Bayer, empresa prévia. Em 2019, tornou-se diretor financeiro e em 2021 foi alçado ao cargo de CFO, cadeira que ocupou até 2023.
“Recebo com grande responsabilidade o desafio de acelerar a nossa evolução e conduzir a Ourofino Agrociência para o futuro. Sempre preservando a nossa essência de uma empresa de origem brasileira, com entendimento real das necessidades do agricultor e foco na resolução desses desafios”, afirma Alessandro Flamini, em nota.
A empresa cita que Flamini participa, desde 2011, da construção da trajetória da companhia.
"Agora, após contribuir para o direcionamento estratégico do negócio, o até então vice-presidente assume o novo cargo, passando a ser o principal executivo da operação, responsável pela estratégia e pelo posicionamento da companhia junto a clientes, mercado, investidores e entidades de classe", prossegue a nota.
No mesmo documento, a companhia cita que a nova estrutura acompanha "novos ciclos", e afirma que pretende fortalecer o market share em culturas-chave, como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e citrus.
Em seu balanço referente à safra 2024/2025, a última que teve seus resultados divulgados, a companhia registrou crescimento de 37% na receita líquida, encerrando o ciclo em R$ 2,3 bilhões.
O lucro líquido foi de R$ 85,5 milhões, um aumento de 33% em relação ao ciclo anterior, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) totalizou R$ 155,8 milhões, mais que o dobro do visto em 2023/24. Foram ainda R$ 50 milhões investidos em pesquisa e desenvolvimento.
A empresa cita que, ao final daquela temporada, tinha 4,5% de participação no volume do mercado de defensivos agrícolas, um avanço de um ponto percentual frente à safra anterior. Foram mais de 100 milhões de litros de defensivos produzidos.
"O cenário para os próximos anos ainda apresenta desafios, com a pressão de novos competidores asiáticos e os preços das commodities em baixa. No entanto, nossa estratégia está bem definida com a aceleração da expansão do portfólio de especialidades trazendo novas soluções de alto valor agregado para nossos clientes", dizia o balanço, publicado há cerca de um ano.
Além da sede em Ribeirão Preto (SP), a companhia possui escritórios na Índia e China, além de uma fábrica em Uberaba capaz de produzir 200 milhões de quilo/litros por ano.
Resumo
- Alessandro Flamini assume como CEO da Ourofino Agrociência. Marcelo Abdo passa a conselheiro e diretor institucional.
- Na empresa desde 2011, Flamini foi gerente, CFO e vice-presidente antes de chegar ao comando
- Ourofino fechou a safra 2024/25 com receita de R$ 2,3 bi, alta de 37%, e avanço de market share