No agro brasileiro, há quem compare o engenheiro Britaldo Hernandez a Steve Jobs, o mítico fundador da Apple. O CEO e fundador da Solinftec é reconhecido como um visionário, um empreendedor cujas posições, muitas vezes, estão adiante do seu tempo. Assim como Jobs, é obcecado na defesa de suas ideias, a ponto de se descrever como "neurótico".

É mais que uma figura de linguagem. Ele vê nesse estilo uma espécie de motor que o fez avançar, ciclo após ciclo, com soluções que ajudaram a transformar os mercados em que atua, da logística das usinas de cana aos robôs agrícolas Solix, da plataforma de inteligência artificial batizada de Alice ao que ele chama hoje de IA física.

Hernandez está mais uma vez inquieto. “Quando vejo essas mudanças acontecendo rapidamente, costumo passar por fases mais neuróticas. Fico pensando o que vai acontecer e quanto isso é oportunidade ou ameaça para a Solinftec”, diz ele, em longa entrevista ao AgFeed.

Cubano radicado em Araçatuba, no interior de São Paulo, Hernandez não quer esperar pela resposta a essa questão. Nas últimas semanas, ele tem realizado mudanças na liderança da companhia, que culminaram com a saída de dois de seus principais executivos, Denis Arroyo Alves, até então vice-presidente global, e Henrique Nomura, ex-CTO, como mostrou o AgFeed.

Mais que uma dança das cadeiras, porém, o que o move é o desejo de promover uma transformação cultural “muito grande” na principal agtech brasileira.

Seu novo propósito é fazer da Solinftec mais do uma empresa que vende os robôs Solix e soluções — como a FUT, a fila única de transbordo criada para otimizar a logística das usinas, ou o certificado digital de cana — e se tornar uma empresa de conhecimento aplicado a partir da IA física.

“Estou tentando mudar a Solinftec para entrar no trem do futuro da IA. Ou eu entro no trem, ou passo na frente dele agora e ele passa por cima de mim. E é isso que eu não quero. Essa é a ideia. E eu tenho que fazer rápido”, diz.

“Vamos sair de uma companhia de soluções clássicas, de vender uma solução, a uma estrutura de acumulação de conhecimento tipo IA física, onde a aposta é a assimetria do conhecimento a meu favor. É um negócio de domínio”, define, primeiro de forma mais conceitual.

Desafio da hegemonia

Aos poucos, na conversa, vai tornando o conceito em algo mais palpável ao interlocutor menos familiarizado com o seu universo.

Ele consiste, na sua visão, na criação de modelos de IA alimentados por informações do mundo real, difíceis e escassas de obter. No seu caso, essas informações são os dados que a empresa vem colhendo, com seus equipamentos e produtos, há mais de uma década em lavouras do Brasil e dos Estados Unidos.

“Cada Solix que entra no campo, cada planta que ele observa, gera conhecimento que vai para o modelo de IA e se acumula”, diz. Nesse ponto, acredita, a Solinftec salta nessa nova missão com um patrimônio inigualável.

Dentro da companhia, ele criou uma infraestrutura de conhecimento acumulativo, batizada provisoriamente de Gaia, que reúne modelos preditivos, gêmeos digitais e um conjunto de modelos capaz, por exemplo, de acompanhar o desenvolvimento de uma lavoura do começo ao fim.

Ali, ele pode gerar o que chama de “um filme”, que mostra quanto cada planta cresceu, em que velocidade, em que temperatura, com que radiação, que evento a perturbou.

“Hoje todo dia eu recolho 6 milhões de pacotes dessas informações”, diz Hernandez. “Com isso, eu passo de uma empresa que vende robôs para uma empresa que traz informações do mundo real. Isso é difícil de ter e super valioso.”

O arsenal da Solinftec

A “estratégia de domínio” vislumbrada pelo executivo exige transformar essas informações acumuladas em uma arma poderosa, capaz de ameaçar a hegemonia de grandes grupos nos principais segmentos do agro a partir de um arsenal que já está em campo.

Para os produtores, os robôs que circulam diariamente pelas lavouras têm como função monitorar as áreas e auxiliar no controle de ervas daninhas. Para a Solinftec, eles podem ir muito além a um custo extremamente baixo, já que o equipamento já foi pago pelo agricultor.

Hernandez cita, como exemplo, o esforço da indústria de defensivos químicos na fenotipagem das culturas. Segundo ele, atualmente, nos Estados Unidos, quando se somam todas as empresas do segmento, elas conseguem fenotipar em laboratório em torno de 2.500 hectares. Já a Solinftec, com cerca de 100 robôs, roda em 18 mil hectares e, com isso, tem mais área de fenotipagem do que todas elas juntas.

O visionário, então, olha para o grande quadro, com uma escala que pode chegar a 85 milhões de hectares de grandes culturas nos Estados Unidos, ou até 600 milhões de hectares em todo o mundo.

Britaldo Hernandez reflete sobre uma de suas inquietações, o mercado de sementes, e sobre como a IA física pode transformá-lo radicalmente.

Ele recua no tempo e remonta a história. Segundo ele, quando os produtos químicos e a biotecnologia moderna surgiram, o mundo ganhou muito com a multiplicação da capacidade produtiva e o barateamento dos alimentos. Mas o produtor, afirma, perdeu algo importante: a própria semente.

“A produção de sementes ficou nas mãos de laboratórios específicos, como Syngenta, Bayer e Corteva, que dominaram o mercado. O produtor passou de gerar conhecimento para comprar produto com o conhecimento de outro. E hoje não pode sequer guardar semente para a próxima colheita, porque a propriedade intelectual não permite", critica.

A resposta da Solinftec é converter seus robôs em verdadeiros laboratórios de campo e, através da fenotipagem automática, desenvolver um produto que Hernandez descreve como um gêmeo digital independente e genérico de cada semente no mercado.

A partir dali, tudo o que correr na lavoura, qualquer produto químico usado, qualquer intervenção, é adicionado ao modelo, acumulando um conhecimento imenso que ficará ao alcance do produtor.

Segundo Hernandez, ele já tem levado esse conceito a companhias de vários setores. A ideia deve, ao seu ver, asfaltar o caminho para a entrada da Solinftec na Europa.

Além disso, afirma já estar negociando também a entrada na África com apoio da FAO, para criar um sistema de fenotipagem e conhecimento global. E desenvolver produtos que provoquem disrupção nas indústrias relacionadas à produção agrícola. “É um negócio de pura IA física”, afirma.

Da cana ao robô

A mesma lógica o visionário já começa a aplicar, no Brasil, ao setor sucroenergético. Foi nele que a Solinftec deus seus primeiros passos. Hernandez e os outros seis fundadores da companhia vieram de Cuba para o Brasil no início do século em programas de cooperação voltados para o desenvolvimento de soluções de automação para as usinas de açúcar e etanol.

Acabaram se estabelecendo e, aproveitando a mudança na legislação brasileira que forçou a mecanização do setor, criaram a empresa que se tornou hegemônica na oferta de soluções para automatizar a logística das operações nos canaviais, um dos principais centros de custo das usinas.

Logo nos primeiros anos, “quando a IA não era o que é hoje”, a agtech já flertava com essa tecnologia. No final da década passada, ela passou a fazer parte de alguns de seus produtos, ainda de forma incipiente.

Na mesma época, a Solinftec apostou em robótica, criando as primeiras versões do que, pouco depois, seria materializado no robô Solix. Cada novo passo era fruto de uma “fase neurótica” de Hernandez.

Com a empresa já consolidada e cerca de 90% de participação na cana, ele decidiu colocar os pés nos grãos. O negócio, entretanto, exigia uma nova abordagem. O approach na logística, bem mais simples e menos relevante nos custos, não era, no entanto, atraente para os produtores de grãos.

Hernandez, então, definiu que era preciso introduzir “algo agronômico” e transformou o Solix, que antes operava mais como um “observador” nos canaviais em um robô ativo em operações como pulverização.

Foi a partir daí que ele desenvolveu o conceito de “viver no campo”. A visão de Hernandez era de uma máquina que estivesse o tempo todo circulando pela lavoura, capturando informações e agindo onde devesse agir.

A aposta geográfica era, à época, contraintuitiva. Os demais investidores de robótica se concentravam em culturas especiais, como um cultivo orgânico de morango, que pode pagar US$ 40 mil a US$ 50 mil por hectare, contra mil e poucos dólares da soja. A Solinftec foi para o Meio-Oeste americano, o coração da soja e do milho.

“No ramo agrícola, não conheço nenhuma inovação que tenha saído do Meio-Oeste americano”, diz ele. “Mas mais de 70% dos produtos químicos e estratégias agrícolas estão nessas grandes culturas. É nelas que está toda a estrutura da agricultura global.”

Foram, como diz, anos de sofrimento. Segundo ele, o produtor norte-americano é difícil e o mercado, dominado por empresas de mais de 100 anos, “com uma tríade poderosa de químico e máquina”.

A Solinftec adaptou seu primeiro robô para o problema local, as plantas daninhas, e transformou a máquina em um pulverizador autônomo movido a energia solar, que “mora no campo e dali não sai”, passa cinco a oito vezes por acre, se abastece sozinho em uma estação e tem peças de reposição vendidas na Amazon.

"Demos ao produtor a liberdade total", resume Hernandez. O resultado começou a aparecer. A companhia já tem 100 Solix rodando nos Estados Unidos, produtores que compraram um estão comprando mais e a demanda para o próximo ano já está praticamente esgotada, a ponto de a empresa ter tido que desacelerar a venda para dar conta da fabricação, feita no México e na China.

Segundo ele, a meta de vender 100 Solix nos EUA no próximo ano já está garantida com encomendas feitas, inclusive por uma grande indústria de defensivos químicos;

“Sempre achei que vale a pena ser cabeça-dura. Se eu vou na frente e brigar, brigar, brigar, para resolver para onde acho que está o problema — os fundadores têm essa característica”, afirma. “Eu gastei, gastei no Solix, gastei nos Estados Unidos, gastei na fábrica. E agora podemos ver a luz”.

A Nespresso dos herbicidas

Os negócios de soluções de automação e a venda de robôs devem constinuar sustentando a Solinftec nos próximos anos. Hernandez entende a relevância deles para os números financeiros da companhia, mas quer ver a IA física ganhando corpo como direcionadora do futuro da empresa.

Para ele, a inteligência artificial tem que ser o coração de uma nova companhia, não apenas uma ferramenta para tornar a atual empresa mais eficiente. “O primeiro erro do uso de IA é investir e tornar mais eficiente um negócio que não vai ser no futuro, que vai desaparecer", afirma.

A nova cultura da Solinftec, assim, deve funcionar de modo que, à medida que as Ias tradicionais melhorem — seja ChatGPT, seja Anthropic, seja uma IA chinesa —, a companhia multiplique seu conhecimento em vez de ser ameaçada.

“Dados é difícil de ter. Tenho um negócio escasso, difícil de ter. Tenho 10 anos de experiência, tenho equipamentos que colhem informações quase sem custo”, reforça.

“Se a IA grande melhora cinco vezes, eu melhoro cinco vezes. E meus modelos de IA melhoram cinco vezes. Eu não estou no caminho da IA, ela não passa por cima de mim. Ela me puxa.”

Os números do mercado reforçam a urgência que ele atribui à transformação. Hoje, segundo Hernandez, 70% dos recursos de investidores são destinados a negócios de IA. O bolo sobe a 83% com as empresas de software as a service (SaaS).

“Você pode ter o Ebitda bom, o crescimento bom, os números bons, mas o valor não está mais lá. Tem uma camada por cima, que é uma vantagem se você tem IA. E não é qualquer IA”, diz. “Se você quer ter um agente, faça seu próprio modelo, porque se não fizer isso, acaba sendo apenas um usuário de uma IA já presente.”

Hernandez quer a Solinftec com papel de protagonista dominante, capaz de influenciar, com sua IA física, indústrias inteiras. Na cana, por exemplo, ele diz ter trilhões de dados que descrevem a operação completa de cada usina.

A partir deles, quer treinar o que chama de “um modelo fundamental de toda a operação de produção do açúcar”, capaz de otimizar não só uma usina, mas todo o segmento. “Esse poder tem a força de todo um setor”, resume.

As ideias borbulham em sua cabeça e, assim, a mudança de posicionamento já começa a resultar em produtos concretos. Na esteira de lançamento da companhia estão, entre outros, além do modelo para as usinas, uma cápsula de herbicidas inspirada na Nespresso e uma API para estudantes.

A cápsula talvez seja a expressão mais concreta de como a IA física pode atacar problemas específicos. Nos Estados Unidos, conta Hernandez, há um enorme tráfego de herbicidas em grandes tambores levados pendurados por tratores. É uma questão polêmica, agravada pelo debate social sobre a relação desses produtos com câncer.

A proposta da Solinftec é fazer da estação de recarga do robô Solix uma plataforma onde cápsulas menores, de 20 litros, sejam acopladas. Ali é feita a mistura com água, de forma rastreável e movida pelas informações da plataforma Gaia.

Quem preenche a cápsula com produtos químicos seria a indústria ou distribuidores, orientados pelo conhecimento da plataforma sobre qual substância e qual medida cada talhão precisa.

“É como o café. É produzido em uma fazenda, a Nespresso faz o blend e na máquina só há água”, compara Hernandez. A cápsula especializada por tipo de erva daninha, diz ele, permitiria trocar a terapêutica rapidamente, algo impossível com um pulverizador de milhares de litros carregando um produto único.

Há ainda outras vantagens no modelo. Hernandez sonha, por exemplo, que a cápsula funcione como um sistema de glifosato estanque, registrado em blockchain, em que o robô não aplica se as condições climáticas, como a direção do vento, trouxerem risco de deriva do produto para uma escola ou casas próximas.

Com isso, ele acredita que cidades e órgãos reguladores tendem a estimular a compra. Hoje, o Solix, na atual formatação, já conta com a simpatia de comunidades por conta de trabalhar com pulverização localizada, com volumes menores de herbicidas.

Canavial infinito

Na cana, a IA física deve converter o Solix em um replantador, que teria como foco atacar o pisoteio, um problema trazido pela mecanização e que está entre as grandes fontes de prejuízos para usinas e produtores.

Com as máquinas passando pelos canaviais, parte da perda das plantas acaba esmagada pelos pneus, resultado em perdas de produtividade. A solução imaginada de Hernandez usa a mesma plataforma robótica. Câmeras indicam onde há pouca planta e o robô, que passa a 30 cm do problema, replanta com cuidado diferenciado.

“Se eu plantar apenas 15% do canavial todo ano, eu praticamente torno a vida do canavial infinita. Eu chamo isso de canavial infinito”, diz ele.

E há a API para estudantes, que permitiria que um aluno estude mecanização com acesso à plataforma da Solinftec. “A graça é que talvez seja uma ideia muito ambiciosa, mas não perco dinheiro no caminho, porque melhoro muito o que tenho”, afirma.

Segundo ele, depois que os modelos são desenvolvidos sobre a base existente, tudo pode acontecer mais rápido, se a empresa estiver direcionada para isso.

“Existe uma nova cultura que faz da IA a solução. E essa cultura passa a ser organizar o conhecimento. Quero organizar o conhecimento de todo um setor para poder aumentar a velocidade dentro do setor”, discorre.

“O mundo mudou. O mesmo que eu levava um mês para fazer, estamos fazendo em um dia. Uma placa eletrônica, que fazíamos em um mês, agora com a IA faço uma em 4 horas. É incrível, não dá para fechar os olhos para isso. Se a IA vai mais rápido, a Solinftec vai mais rápido”.

A velocidade já aparece no cronograma de lançamentos da Solinftec. Nos Estados Unidos, o novo conceito começa a ser vendido no próximo ano, segundo as previsões de Hernandez. Ele afirma que já há robôs sendo vendidos com essa filosofia e conversas com empresas químicas em andamento.

No Brasil, o sistema chega no meio do próximo ano. O robô plantador, por exemplo, ele espera lançar essa solução na Agrishow, em maio do próximo ano.

A partir do segundo semestre, se os produtos estiverem de fato na rua, isso deve transformar toda a estratégia de vendas da companhia. “Quero acordar um dia e ver todos os meus negócios funcionando. Não chegar um dia para descobrir que o SaaS não existe mais", diz Hernandez.

A conversa leva à pergunta inevitável: o mercado está preparado para incorporar inovações com essa velocidade? Hernandez responde com um mantra que, segundo diz, repete em todas as reuniões de tecnologia da companhia. “A melhor tecnologia deve ser invisível para o produto. A complexidade tem que ser para a Solinftec. Para o produtor é total simplicidade.”

Ele conta que sonha com o dia em que o Solix seja esquecido no campo, como o robô que limpa o chão de casa, trabalhando sozinho enquanto ninguém vê. E aposta na tolerância histórica do produtor com a Solinftec, construída em anos de tentativa e erro aceitos por clientes como a Raízen.

“Eu nunca tive um robô devolvido nos Estados Unidos. Tem um produtor lá que quase devolveu no ano passado e que este ano vai comprar mais três. Por quê? Porque ele tem a promessa de algo que muda o jogo para ele”, garante.

O CTO "neurótico"

O tempo é curto e a mudança é ampla e, sobretudo, passa por pessoas. De acordo com Britaldo Hernandez, o movimento de volta dos fundadores ao dia-a-dia da Solinftec, conforme mostrou o AgFeed há algumas semanas, é parte desse processo e segue uma tendência que tem sido vista em gigantes da tecnologia.

“Com a IA, os fundadores voltaram e fizeram mudanças radicais nos times para acelerar. Porque mesmo empresas tão grandes quanto o Google estavam contra a parede. Você tem que correr, não tem outra opção”, argumenta.

“Então eu coloquei os fundadores de volta na empresa. Hoje, quando se sai já de manhã e até dormir, estamos assistindo notícias que trazem disrupção de mercados, governos preocupados com IA, IA melhorando o tempo todo. Não vejo justificativa para não colocar um pouco de neuróticos na Solinftec e também produzir disrupção.”

A neurose, para Hernandez, é uma característica profissional buscada por ele nesse momento na busca por um novo CTO para a companhia, que já traga no seu perfil a cultura que deseja implantar.

“Essas grandes empresas são neuróticas. Então, eu não acho que a Solinftec não deveria ser. Eu sou neurótico, preciso de um CTO neurótico. Ou seja, nervoso, que ouve uma notícia e fica assustado. Esse tipo de profissional na parte de desenvolvimento é inevitável hoje", afirma.

Hernadez ressalta que isso não quer dizer que os profissionais que saíram recentemente da empresa estivessem errados, mas que a necessidade impõe a busca de algo novo. “Existe um CTO mais conservador e há um CTO mais disruptivo”, explica.

Com a disrupção centrada na área de desenvolvimento, ele acredita que há um novo eixo na busca por talentos para compor suas equipes. A IA, aponta, tem levado empresas da análise tradicional de estrutura e de pessoas a uma análise baseada em talento, na individualidade.

Ele sabe que haverá profissionais muito bons, mas presos à própria experiência e com maior dificuldade de incorporar os novos conceitos. E diz que o critério que ele procura é raro.

“É muito difícil encontrar pessoas que olham o futuro como uma urgência. As pessoas olham para o presente como urgente”, reflete. “Ficam parados na linha do trem e só vêm urgência quando ouvem o trem apitando. Mas aí ele já está lá. Muita pouca gente diz ‘estou na linha, tenho que sair daqui e subir no trem’”.

Resumo

  • CEO Britaldo Hernandez quer transformar a Solinftec em uma empresa de IA física, com modelos alimentados por dados coletados em lavouras
  • Agtech aposta em robôs Solix, na plataforma Gaia e no conhecimento acumulado para desenvolver soluções capazes de mudar mercados agrícolas
  • Entre as novidades estão cápsulas de herbicidas, robôs para replantio de canaviais e ferramentas de IA, com expansão prevista nos EUA e no Brasil