A Syngenta tem um novo líder global. Hengde Qin foi nomeado novo CEO do grupo, segundo comunicado feito pela companhia nesta quarta-feira, dia 1º de julho.
A mudança entra em vigor no próximo dia 1º de agosto, quando o executivo substituirá Jeff Rowe, que estava no posto de CEO desde janeiro de 2024.
Qin está na Syngenta desde 2020 e ocupou vários postos no grupo desde então. Durante sua trajetória, atuou como CFO, diretor de recursos humanos do Grupo Syngenta e presidente do Grupo Syngenta China. Mais recentemente, ocupava o posto de diretor de operações e chefe da divisão de sementes da companhia.
No comunicado que informa a mudança, a Syngenta destaca que, durante sua atuação como presidente do grupo na China, Qin liderou "um período de crescimento significativo e expansão da lucratividade, consolidando a operação na China como uma das de melhor desempenho da empresa."
Antes de trabalhar na Syngenta, Qin ocupou cargos de CEO em duas empresas de capital aberto na China continental e em Hong Kong.
O executivo possui bacharelado em economia e administração pelo Instituto de Engenharia e Tecnologia da China Oriental, mestrado em engenharia industrial pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong e MBA pela Escola Internacional de Negócios China-Europa.
“O Conselho de Administração acredita que Hengde, um líder altamente respeitado que possui uma combinação única de experiência operacional, financeira e comercial, é o melhor candidato para o cargo. Estamos confiantes de que Hengde levará o Grupo Syngenta a um novo patamar de desenvolvimento sustentável e criação de valor", disse Fanrong Li, presidente do Conselho de Administração do Grupo Syngenta.
“A agricultura está no centro dos desafios mais importantes do mundo – desde alimentar uma população crescente até melhorar a sustentabilidade e a resiliência dos sistemas alimentares”, disse Qin.
“É por isso que a missão desta empresa é tão importante para mim: ajudar os agricultores a produzirem maiores rendimentos com menor impacto. Essa missão nunca foi tão importante, e poucas empresas estão tão bem posicionadas quanto a Syngenta para liderar essa transformação. Juntamente com os talentosos funcionários da Syngenta em todo o mundo, continuaremos a inovar, a criar valor duradouro para nossos clientes e a proporcionar mais avanços para os agricultores, em todos os setores.”
Jeff Rowe deixará a empresa após 10 anos para retornar aos Estados Unidos. Ao novo CEO, deseja sucesso. "Trabalho em estreita colaboração com Hengde há muitos anos e testemunhei em primeira mão seu comprometimento com nossos negócios, sua compreensão de nossos clientes e seu profundo apreço pelas pessoas que tornam esta empresa um sucesso. Esta é uma transição de sucesso para sucesso", disse Rowe.
Rowe ingressou na Syngenta em setembro de 2016 e foi responsável pela bem-sucedida recuperação do negócio de sementes da companhia, que apresentou forte crescimento e retorno à lucratividade. Em seguida, passou a liderar o negócio de proteção de cultivos, a maior unidade de negócios da empresa, antes de assumir o cargo de CEO no início de 2024.
O novo líder da Syngenta chega com a missão de manter a companhia com margens rentáveis. No ano passado, as vendas do grupo ao redor do mundo somaram US$ 28,4 milhões, 1% a menos em relação a 2025.
Desconsiderando a redução da operação de trading de grãos, que retirou cerca de US$ 1 bilhão da receita, o faturamento teria crescido aproximadamente 2% no período.
Apesar da retração nominal, o resultado operacional avançou. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) do ano subiu 13%, para US$ 4,4 bilhões, com expansão de 1,9 ponto percentual na margem, que chegou a 15,4%.
O movimento refletiu uma mudança no mix de negócios da empresa, controlada pela estatal chinesa ChemChina, com maior peso de produtos e operações de maior valor agregado, além de maior disciplina na alocação de capital.
Resumo
- Syngenta nomeia Hengde Qin como novo CEO global
- Executivo entra no lugar de Jeff Rowe, que estava no cargo desde 2024
- Hengde Qin está na Syngenta desde 2020 e já ocupou vários cargos, com destaque para bom desempenho em operação da China